Charge é um estilo de
ilustração que tem por finalidade
satirizar, por meio de uma
caricatura, algum acontecimento atual com um ou mais personagens envolvidos. A palavra é de origem
francesa e significa
carga, ou seja, exagera traços do caráter de alguém ou de algo para torná-lo
burlesco. Muito utilizadas em críticas políticas no Brasil. Apesar de ser confundido com
cartoon
(ou cartum), que é uma palavra de origem inglesa, ao contrário da
charge, que sempre é uma crítica contundente ligada a temporalidade, o
cartoon retrata situações mais corriqueiras do dia-a-dia da sociedade
[1].
Mais do que um simples desenho, a charge é uma crítica político-social
onde o artista expressa graficamente sua visão sobre determinadas
situações cotidianas através do humor e da sátira. Para entender uma
charge, não é preciso ser necessariamente uma pessoa culta, basta estar
por dentro do que acontece ao seu redor. A charge tem um alcance maior
do que um editorial, por exemplo, por isso a charge, como desenho
crítico, é temida pelos poderosos. Não é à toa que quando se estabelece
censura em algum país, a charge é o primeiro alvo dos censores infra.
O termo
charge vem do francês
charger que significa carga, exagero ou, até mesmo ataque violento (carga de cavalaria). Isto significa aqui uma representação
pictográfica de caráter, como diz no primeiro parágrafo,
burlesco e de caricaturas. É um
cartum
que satiriza um certo fato, como idéia, acontecimento, situação ou
pessoa, envolvendo principalmente casos de caráter político que seja de
conhecimento do público.
As
charges foram criadas no princípio do século XIX
(dezenove), por pessoas opostas a governos ou críticos políticos que
queriam se expressar de forma jamais apresentada, inusitada. Foram
reprimidos por governos (principalmente impérios), porém ganharam grande
popularidade com a população, fato que acarretou sua existência até os
tempos de hoje.
O discurso chargístico
As charges recorrem a variadas estratégias de
discurso
para produzir os efeitos cômicos e reflexivos a que se propõem. Na
maioria dos casos, apenas algumas técnicas são empregadas em uma mesma
produção, mas certos elementos mostram-se frequentes ou mesmo essenciais
e, por vezes, aparecem juntos.
Linguagem visual
O elemento visual é característica presente em toda e qualquer
charge. As codificações visuais proporcionam maior compreensão da
crítica que o chargista pretende passar. É claro que, na maioria das
vezes, às imagens se alia a linguagem verbal para enriquecer o discurso
elaborado.
[1]
O exagero
Grande parte das charges trabalham com a questão do exagero.
Exagerando, o chargista consegue dar ênfase maior ao que está tentando
dizer ao evidenciar aspectos marcantes do que a obra se propões a
retratar. São distorções que distanciam o desenho da realidade, mas
aproximam-no da verdade. Ao mesmo tempo, os exageros são responsáveis
por enaltecer o caráter cômico das charges e provocar o riso dos
leitores.
[2]
O ridículo
O homem ri do ridículo humano, daquilo que foge à normalidade das
ações dos homens, ao cotidiano. As charges procuram expor figuras
públicas a situações ridículas ou a mostrar de forma não convencional
temas normalmente tratados com maior seriedade, suscitando assim o riso.
[3]
Ruptura discursiva
Um final inesperado é um fator muito usado em charges para provocar o
efeito de comicidade. Trata-se de uma ruptura do discurso construído. O
riso está associado a essa súbita quebra de lógica que surpreende o
leitor. A surpresa é um fator imprescindível nesse caso, e uma virtude
do bom chargista é saber escondê-la sutilmente do leitor para revelá-la
somente no momento certo
[4]
Polifonia
Vemos em várias charges enunciadores diferentes, cujos discursos
dialogam para produzir o sentido que o autor pretende passar aos
leitores. Essa polifonia pode ser aplicada de variadas maneiras: dois
personagens; um personagem e um texto explicativo que contextualize a
situação; etc.
[5]
Intertextualidade
Uma charge nunca será auto-explicativa. O discurso chargístico está
associado a outros textos, a acontecimentos que o contextualizam com
determinada situação da sociedade. Muitas charges dialogam com notícias e
editoriais do próprio jornal em que foram publicadas. Essa
intertextualidade
é utilizada pelo chargista geralmente de forma implícita, o que exige
do leitor um conhecimento prévio deles para que possa entender a charge.
[6]
Cartoon
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Um
cartoon,
cartune ou
cartum é um
desenho humorístico
acompanhado ou não de legenda, de caráter extremamente crítico
retratando de uma forma bastante sintetizada algo que envolve o
dia-a-dia de uma
sociedade.
O termo é de origem
britânica, e foi pela primeira vez utilizado neste contexto na década de 1840, quando a
revista Punch publicou uma série de
charges que parodiavam estudos para os
frescos do
Palácio de Westminster, adaptados para satirizar acontecimentos da política contemporânea. O significado original da palavra
cartoon é mesmo "estudo", ou "esboço", e é muito utilizada nas artes plásticas.
Este tipo de desenho é ainda considerado uma forma de
comédia e mantém o seu espaço na
imprensa escrita atual.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Charge
Fonte: www.velhoosamigos.com.br
Fonte: http://miriamsalles.info
Fonte: http://primeiro2011.blogspot.com.br
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Fonte: http://www.essaseoutras.com.br/